A culinária brasileira está conquistando o mundo. Na última edição do World Restaurant Awards, realizada em Paris, três restaurantes brasileiros figuraram entre os 50 melhores do mundo — o melhor resultado da história do país nessa premiação.
O D.O.M., de Alex Atala, em São Paulo, manteve sua posição de destaque com o 12º lugar, enquanto o Lasai, do chef Rafa Costa e Silva, no Rio de Janeiro, subiu para a 23ª posição. A surpresa foi o A Casa do Porco, também em São Paulo, que entrou pela primeira vez no ranking na 31ª posição.
"O Brasil finalmente está sendo reconhecido como uma potência gastronômica. Temos uma biodiversidade de ingredientes que não existe em nenhum outro lugar do mundo", disse Alex Atala em entrevista após a premiação.
Mas o reconhecimento internacional não se limita aos restaurantes de alta gastronomia. A culinária regional brasileira também está ganhando espaço no exterior. Em Nova York, restaurantes especializados em comida nordestina, mineira e amazônica abriram nos últimos dois anos e têm filas de espera nos fins de semana.
O acarajé baiano foi reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial da humanidade em 2023, e desde então virou objeto de curiosidade gastronômica em todo o mundo. Baianas do acarajé foram convidadas a demonstrar o preparo do prato em festivais gastronômicos em Tóquio, Londres e Berlim.
Para os especialistas, o sucesso da culinária brasileira no exterior reflete uma mudança de percepção sobre o país. "O Brasil sempre foi visto como destino de sol e praia. Agora está sendo reconhecido também como destino gastronômico de primeira linha", afirma a crítica gastronômica Helena Rizzo.